<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	>

<channel>
	<title>Joule Asset Management</title>
	<atom:link href="http://www.jouleinvest.com.br/blog/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.jouleinvest.com.br/blog</link>
	<description>Value Investing</description>
	<pubDate>Thu, 25 Jun 2009 19:08:54 +0000</pubDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.6.2</generator>
	<language>en</language>
			<item>
		<title>&#8220;Investindo em Ações no Longo Prazo&#8221; - Jeremy Siegel.</title>
		<link>http://www.jouleinvest.com.br/blog/2009/06/investindo-em-acoes-no-longo-prazo-jeremy-siegel/</link>
		<comments>http://www.jouleinvest.com.br/blog/2009/06/investindo-em-acoes-no-longo-prazo-jeremy-siegel/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2009 19:04:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Artigos]]></category>

		<category><![CDATA[Investimento fundamentalista]]></category>

		<category><![CDATA[poupança de longo prazo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.jouleinvest.com.br/blog/?p=32</guid>
		<description><![CDATA[
&#8220;Investindo em Ações no Longo Prazo&#8221; - Por Jeremy Siegel.


 
Em 2002, o Índice Bovespa caiu 17%, refletindo o temor do mercado em relação ao que seria o governo Lula. O investidor que se assustou com o tombo e fugiu da bolsa perdeu os cinco anos seguintes de forte valorização, em que o mercado de ações [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="div_conteudo_materia">
<p class="noticiasrelacionadas"><span style="font-size: small; font-family: Trebuchet MS;"><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Trebuchet MS';">&#8220;Investindo em Ações no Longo Prazo&#8221; - Por Jeremy Siegel.</span></span></p>
<div>
<div>
<p class="conteudomatcateg"> </p>
<p><span style="font-size: small; font-family: Trebuchet MS;"><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Trebuchet MS';">Em 2002, o Índice Bovespa caiu 17%, refletindo o temor do mercado em relação ao que seria o governo Lula. O investidor que se assustou com o tombo e fugiu da bolsa perdeu os cinco anos seguintes de forte valorização, em que o mercado de ações brasileiro acumulou uma alta de 466,97%. No ano passado, a bolsa caiu 41% em reação à maior crise financeira desde o crash de 1929. Se o investidor novamente tiver fugido, pode deixar na mesa uma eventual recuperação nos próximos anos, na esteira da retomada da economia global. Em &#8220;Investindo em Ações no Longo Prazo&#8221;, o professor de finanças Jeremy Siegel, da Wharton School da Universidade da Pensilvânia, se empenha em mostrar que nas comparações de longos períodos o mercado acionário é uma aplicação financeira imbatível.</span></span></div>
</div>
<p class="conteudomatcateg"><span style="font-size: small; font-family: Trebuchet MS;"><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Trebuchet MS';">Siegel aponta que o desempenho das ações a longo prazo ultrapassa o de qualquer outro ativo. Para comprovar, faz todos os tipos de comparação entre as ações e os mais diversos ativos, como títulos do Tesouro americano ou outros papéis de renda fixa. Siegel analisa a evolução do retorno do mercado de ações e títulos desde 1802 até 2007, na quarta edição do seu livro. É de se esperar que em algum momento haja uma quinta edição da obra incluindo a análise da atual crise financeira.</span></span></p>
<p class="conteudomatcateg"><span style="font-size: small; font-family: Trebuchet MS;"><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Trebuchet MS';">Muitos investidores mostram dificuldade de perceber o que Siegel aponta em seu livro simplesmente porque não têm paciência de montar uma carteira de ações e deixá-la rendendo, sem a tentação de mudar para a aplicação da moda. &#8220;O mercado de ações tem o poder de transformar um único dólar em milhões pela poupança de gerações, mas poucos terão a paciência ou o desejo de esperar até acontecer.&#8221;</span></span></p>
<p class="conteudomatcateg"><span style="font-size: small; font-family: Trebuchet MS;"><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Trebuchet MS';">Siegel demonstra de vários ângulos como o retorno de uma aplicação em bolsa supera, e muito, o da renda fixa. Um investidor americano que tivesse, em 1929, colocado todo mês US$ 15 em ações, por volta de 1949 teria acumulado US$ 9 mil, o que significa um retorno de 7,86% ao ano. Pode parecer pouco, mas o percentual é mais do que o dobro do retorno anual com títulos do Tesouro. Após 30 anos, a carteira já acumularia US$ 60 mil, com o retorno anual subindo para 12,72%. De novo, o ganho pode à primeira vista não encher os olhos dos mais ambiciosos, mas supera em oito vezes o retorno da renda fixa no período e em nove vezes o dos títulos do Tesouro.</span></span></p>
<p class="conteudomatcateg"><span style="font-size: small; font-family: Trebuchet MS;"><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Trebuchet MS';">Os números que constam no livro a favor da bolsa no longo prazo são poderosos. &#8220;Se os retornos dos últimos 80 anos fossem projetados para o futuro, levaria 32 anos para dobrar o poder de compra de um indivíduo em títulos de longo prazo (os bonds) e aproximadamente 100 anos em notas do Tesouro de curto prazo. Em contraste, levaria apenas 10 anos para dobrar o poder de compra com ações.&#8221;</span></span></p>
<p class="conteudomatcateg"><span style="font-size: small; font-family: Trebuchet MS;"><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Trebuchet MS';">Os cálculos do professor também trazem outras conclusões interessantes sobre os investimentos em renda variável. Um deles é que, no longo prazo, os tombos das ações, com as crises financeiras, por exemplo, se tornam imperceptíveis e o retorno desenha no gráfico uma grande linha contínua ascendente. &#8220;Mesmo o cataclisma do crash da bolsa em 1929, que fez uma geração de investidores se afastar das ações, aparece como mera mancha no índice de retorno das ações.&#8221; O valor de US$ 1 investido e reinvestido em ações desde 1802 teria acumulado US$ 12,7 milhões até o fim de 2006.</span></span></p>
<p class="conteudomatcateg"><span style="font-size: small; font-family: Trebuchet MS;"><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Trebuchet MS';">Outra revelação importante é que a aplicação em bolsa ao longo do tempo ultrapassa também os ganhos reais (descontada a inflação) dos ativos de renda fixa. Nos últimos 200 anos, o retorno real das ações foi, em média, de 6,8% ao ano. Já o retorno real do títulos do Tesouro americano, em qualquer período de 30 anos começando em 1889, excedeu os 2% apenas três vezes. Para períodos de 20 anos, os ganhos na bolsa nunca ficaram abaixo da inflação, enquanto o retorno da renda fixa e dos títulos do Tesouro chegou pelo menos uma vez a ficar 3% ao ano abaixo da inflação.</span></span></p>
<p class="conteudomatcateg"><span style="font-size: small; font-family: Trebuchet MS;"><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Trebuchet MS';">A tese de que as ações são o investimento mais arriscado e volátil perde peso com o livro, pelo menos quando se analisa um prazo mais extenso. A cada período de cinco anos, desde 1802, o pior desempenho em ações (uma queda de 11% ao ano) fica apenas um pouco abaixo dos papéis de renda fixa. Para investimentos de 10 anos, o pior desempenho na bolsa é melhor do que o dos títulos de renda fixa.</span></span></p>
<p class="conteudomatcateg"><span style="font-size: small; font-family: Trebuchet MS;"><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Trebuchet MS';">Siegel derruba o mito de que comprar ações quando elas estão em baixa e vendê-las na alta é decisivo para o sucesso da aplicação. Tanto as grandes quedas quanto as intensas valorizações se diluem e viram soluços insignificantes ao longo do tempo. </span></span></p>
<p class="conteudomatcateg"><span style="font-size: small; font-family: Trebuchet MS;"><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Trebuchet MS';">Nem tudo é lindo no mercado acionário e o livro aponta aquelas armadilhas que os investidores precisam evitar. Uma delas são as ofertas públicas iniciais (IPOs, na sigla em inglês) de ações. &#8220;Não há dúvida alguma de que as IPOs perdedoras são muito mais numerosas que as vencedoras&#8221;, diz Siegel. Das 8.606 IPOs analisadas por ele, 6.796, ou 79% do total, tiveram retornos inferiores a um índice de empresas de menor liquidez (as &#8220;small caps&#8221;) e quase a metade delas teve ganhos mais que 10% inferiores ao índice.</span></span></p>
</div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.jouleinvest.com.br/blog/2009/06/investindo-em-acoes-no-longo-prazo-jeremy-siegel/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Uma palavra ao cotista</title>
		<link>http://www.jouleinvest.com.br/blog/2008/09/uma-palavra-ao-cotista/</link>
		<comments>http://www.jouleinvest.com.br/blog/2008/09/uma-palavra-ao-cotista/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 09 Sep 2008 02:02:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Mensagem ao Cotista]]></category>

		<category><![CDATA[Filosofia de Investimento]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.jouleinvest.com.br/blog/?p=25</guid>
		<description><![CDATA[Prezado (a) quotista,
Muitas vezes pensamos em redigir cartas de gestão mensais em que poderíamos
expressar nossas opiniões a respeito do mercado e da economia. Pelo momento, preferimos
nos focar no que de fato é importante para o desempenho de nosso trabalho: a análise de
empresas. Entretanto, estamos sempre à disposição para conversar a respeito do desempenho
do clube de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Prezado (a) quotista,</strong><br />
Muitas vezes pensamos em redigir cartas de gestão mensais em que poderíamos<br />
expressar nossas opiniões a respeito do mercado e da economia. Pelo momento, preferimos<br />
nos focar no que de fato é importante para o desempenho de nosso trabalho: a análise de<br />
empresas. Entretanto, estamos sempre à disposição para conversar a respeito do desempenho<br />
do clube de investimentos.<br />
Devido às fortes quedas na bolsa de valores, resolvemos sintetizar nossa opinião<br />
neste pequeno comentário a respeito do comportamento do mercado ao longo deste ano e<span id="more-25"></span><br />
principalmente a respeito do momento atual. Em resumo aos comentários abaixo, nosso<br />
mercado de ações foi influenciado pelo desenrolar da crise do subprime, receios de uma<br />
recessão da economia mundial em particular nos EUA e China e principalmente fluxo de<br />
saída de recursos (venda de ações por investidores estrangeiros). Entendemos perfeitamente<br />
os motivos das quedas nos índices das bolsas de valores do mundo todo, mas vemos esse<br />
movimento como assimétrico e exagerado, em diversos casos, na nossa bolsa de valores.<br />
Aos investidores de longo prazo, gostaríamos de apontar uma excelente oportunidade para<br />
novos aportes.<br />
Como investidores fundamentalistas de valor, somos sempre conservadores em<br />
nossas estimativas e prezamos sempre por buscar “margens de segurança” em todos os<br />
nossos investimentos. Em momentos em que observamos assimetria entre a desvalorização<br />
de uma ação e seus fundamentos financeiros, consideramos que essa margem de segurança<br />
aumenta. Neste momento, apesar de muitos investidores estarem assustados, estamos muito<br />
tranqüilos com relação ao futuro das empresas nas quais o clube investe e consideramos que<br />
o potencial de valorização está ainda mais atraente.<br />
As consecutivas quedas no índice Bovespa são reflexos de alguns fatores que têm<br />
influenciado o cenário econômico mundial ao longo do ano. No início deste ano, o mercado<br />
de capitais brasileiro um cenário muito positivo, dado pela consistência da economia<br />
brasileira e havia inclusive a expectativa do país ganhar o grau de investimento ao longo do<br />
ano.<br />
No entanto, a crise no mercado de hipotecas norte americano, publicamente<br />
conhecida desde agosto do ano passado, mostrou reflexos mais graves sobre os resultados de<br />
instituições financeiras principalmente nos EUA.<br />
Os resultados financeiros negativos surgiram da exposição de instituições financeiras<br />
em títulos de hipotecas (subprimes) de alto risco. À medida que esses prejuízos financeiros<br />
foram sendo reconhecidos contabilmente, surgiu a necessidade de cobri-los para evitar<br />
falências.<br />
O FED (banco central americano) passou a estimular a economia através de cortes<br />
nas taxas de juros na tentativa de evitar uma recessão grave da economia do país.<br />
O equilíbrio entre juros e recessão passou a ficar ainda mais complicado com os<br />
dados da inflação americana. O mercado passou então a temer o que se chama de<br />
“estagflação” (estado da economia em que além do decrescimento da economia do país,<br />
assistimos a presença da inflação).<br />
Nesse cenário o papel do FED seria ainda mais delicado, pois cortes de juros<br />
poderiam agravar ainda mais o estado inflacionário.<br />
Sem a pretensão de discorrer profundamente sobre a economia americana,<br />
gostaríamos apenas de apontar: o enfraquecimento do dólar e a forte demanda mundial,<br />
desencadearam altas nos preços das commodities (produtos como petróleo e metais,<br />
negociados no mercado internacional). Nosso país é um grande exportador desses produtos e<br />
algumas das nossas maiores empresas estão relacionadas a eles. Ao longo deste ano,<br />
colhemos os louros de sermos produtores e exportadores de commodities. Nossa bolsa de<br />
valores chegou a atingir 73.970 pontos (em 29/05/2008) o que representava uma alta de<br />
14,50% em relação a 31/12/2007.<br />
A crise do subprime passou a se traduzir em um alto risco de liquidez da economia<br />
americana. A grande ameaça provém do fato da economia americana estar baseada em dois<br />
pilares principais: crédito e consumo. Com uma crise de crédito e um decréscimo de<br />
consumo, a economia americana estaria muito exposta.<br />
Para levantar recursos e cobrir prejuízos, muitas instituições, que atuam em<br />
diferentes países, começaram a realizar os lucros financeiros (exemplo: vender ações) em<br />
países onde tinham operações, entre eles o Brasil. Iniciou-se então um movimento de saída<br />
de capital estrangeiro do mercado local.<br />
O índice Bovespa começou a refletir a saída desses capitais com grandes oscilações<br />
entre altas e baixas. Em relação ao capital estrangeiro, já registramos uma saída de R$ 23<br />
bilhões1. O movimento de queda da bolsa só não foi maior, porque houve um expressivo<br />
volume de compra de investidores locais. Se tivéssemos que resumir a razão da queda de<br />
nossa bolsa de valores em 17 dígitos, esses dígitos seriam: - R$23.000.000.000,00. Essa<br />
queda ocorreu independentemente da qualidade ou fundamentos das nossas empresas.<br />
Mesmo neste cenário, por apresentar uma economia sólida nosso país alcança o grau<br />
de investimento, indicando que o país já estava categorizado como um país de baixo risco de<br />
crédito e capaz de honrar seus compromissos financeiros. Tal conquista permitiu que o<br />
Brasil entrasse na lista dos comitês de investimentos várias instituições e fundos<br />
internacionais, que têm como premissa só investir em países que sejam grau de<br />
investimento.<br />
Além do subprime, a elevada demanda por commodities e a escassez de oferta de<br />
muitas delas, levaram-nas a serem negociadas a preços muitos elevados. Os altos preços das<br />
no mercado mundial, passaram a preocupar os investidores com uma possível “crise nas<br />
commodites”. Essa, ao contrário do subprime, teria reflexos diretos no mercado brasileiro.<br />
As especulações se baseiam sobre uma possível redução da demanda desses produtos,<br />
devido a taxas de crescimento menores nos países desenvolvidos e na China.<br />
Essas “especulações”, como todo boato, correm pelo mundo assombrando<br />
investidores. O que podemos observar de forma concreta é o resultado das nossas<br />
empresas&#8230; muitos deles recordes, divulgados no último trimestre.<br />
A expansão das economias emergentes, principalmente os BRIC´S (Brasil, Rússia,<br />
Indica e China) continuam apresentando ritmo de crescimento econômico consistente o que<br />
deve amenizar problemas na economia americana. Mesmo que a China passe a crescer em<br />
um ritmo mais lento, os volumes de commodities demandados ainda continuarão muito<br />
altos.<br />
Em nossa visão, um movimento de queda como o que estamos presenciando, sem<br />
relação proporcional com os fundamentos de algumas de nossas empresas, representa uma<br />
boa oportunidade de investimento. Não temos como prever até quando o mercado<br />
continuará a cair, no entanto, podemos tentar calcular quanto nossas empresas podem gerar<br />
de retorno se comprarmos suas ações nesse momento.<br />
Não estamos, nem podemos (como gestores de recursos), recomendar a compra ou<br />
venda de ativo algum. Desta forma, apenas para ilustrar os preços atuais de algumas<br />
empresas, citamos os casos das ações mais líquidas de nossa Bolsa de Valores: Petrobrás e<br />
Vale do Rio Doce.<br />
Em todos os nossos investimentos, exigimos margens de segurança, que representam<br />
margens de erro para nossas conservadoras premissas. Neste momento, acreditamos ter<br />
margens de segurança bastante elevadas.<br />
Uma das maneiras de avaliarmos uma empresa é desmembrando-a em partes e<br />
calculando o valor de cada parte separadamente. No caso da Petrobrás, estimativas mostram<br />
que o preço atual da Petrobrás representa somente o valor das reservas provadas,<br />
considerando-se o valor do barril do petróleo abaixo de US$ 85,00 (atualmente o barril de<br />
petróleo está cotado a US$ 110).<br />
Neste caso, a margem de segurança é igual ao valor das reservas pré-sal (incluindose<br />
nesta conta o megacampo de Tupi, com reserva estimada de 5 a 8 bilhões de barris), além<br />
das refinarias e demais atividades.<br />
No caso da Vale do Rio Doce, o valor atual representa o “valor econômico” da<br />
empresa, considerando-se uma redução do preço do minério de ferro de 20% em 2009, além<br />
queda de 20% no níquel. Neste caso, a margem de segurança contempla o fato da demanda<br />
nunca mais (isto inclui toda a perpetuidade) impulsionar o preço do minério e do níquel,<br />
além do contraste com o cenário mais provável de alta desses produtos nas negociações de<br />
2009.<br />
Acreditamos que o mercado corrigirá esses exageros, trazendo os recursos que<br />
saíram de nossa bolsa de valores, atrás de bons investimentos, como os que encontramos<br />
hoje.<br />
Esse breve comentário é apenas o resumo de nossa visão a respeito das notícias<br />
recentes, e, de forma alguma, pode ser entendido como uma verdade absoluta. O dinheiro de<br />
renda variável deve ser uma parte dos recursos (ou da poupança) de longo prazo dos<br />
investidores. Isso porque, apesar dos fundamentos, no curto prazo, o mercado está sujeito a<br />
variações negativas.<br />
Nesse cenário, o senso comum recomenda ao investidor que necessita do dinheiro no<br />
curto prazo, não aplicar seus recursos na bolsa de valores, acreditando que haverá uma<br />
recuperação imediata. Ao contrário, se o investidor possuir recursos de longo prazo, a<br />
melhor idéia seria continuar a fazer aportes constantes, principalmente em momentos como<br />
este.<br />
Atenciosamente,<br />
José Luiz de A. N. Junqueira</p>
<p>1 Em relação ao total que atingimos de entrada de R$ 7 Bilhões</p>
<p>A rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura. Todas as informações contidas neste relatório têm caráter meramente<br />
informativo e, portanto, não devem ser consideradas oferta de venda ou compra de cotas do clube ou qualquer título ou valor mobiliário. A<br />
Joule Asset Management não se responsabiliza pela publicação acidental de informações incorretas, nem por operações ou decisões de<br />
investimentos tomadas com base neste material. As projeções, opiniões e valores expressos nesse relatório foram elaboradas no momento da<br />
sua publicação e estão sujeitas a alteração sem aviso prévio. A Joule Asset Management não intermedia, comercializa ou distribui quaisquer<br />
quotas de clubes, fundos ou qualquer outro ativo financeiro. Informamos que os sócios e funcionários da Joule Asset Management podem ter<br />
investimentos nos clubes e fundos administrados pela empresa.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.jouleinvest.com.br/blog/2008/09/uma-palavra-ao-cotista/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>A bolsa na crista da onda</title>
		<link>http://www.jouleinvest.com.br/blog/2008/09/a-bolsa-na-crista-da-onda/</link>
		<comments>http://www.jouleinvest.com.br/blog/2008/09/a-bolsa-na-crista-da-onda/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 09 Sep 2008 01:56:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Artigos]]></category>

		<category><![CDATA[bolsa]]></category>

		<category><![CDATA[Bovespa]]></category>

		<category><![CDATA[crista da onda]]></category>

		<category><![CDATA[marketing da bolsa]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.jouleinvest.com.br/blog/?p=22</guid>
		<description><![CDATA[Por Daniele Camba, da Praia do Embaré, em Santos
Em 1997, alguns meses antes de estourar a crise da Ásia, o comerciante português
aposentado Luiz de Jesus Fernandes começou totalmente por acaso a investir em ações. Ele
havia vendido um apartamento em Santos (litoral de São Paulo), onde morava, para
comprar um maior, mas o vendedor do imóvel morreu. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por <strong>Daniele Camba, da Praia do Embaré</strong>, em Santos</p>
<p>Em 1997, alguns meses antes de estourar a crise da Ásia, o comerciante português<br />
aposentado Luiz de Jesus Fernandes começou totalmente por acaso a investir em ações. Ele<br />
havia vendido um apartamento em Santos (litoral de São Paulo), onde morava, para<br />
comprar um maior, mas o vendedor do imóvel morreu. Sem saber o que fazer com o<br />
dinheiro e ouvindo falar que a bolsa subia de vento em popa, Seu Luiz, como é conhecido,<br />
resolveu aplicar os R$ 290 mil que tinha em ações do Banespa. &#8220;Na época, eu li que o<br />
Banespa seria privatizado e que era um diamante a ser lapidado, me entusiasmei e resolvi<br />
apostar na história&#8221;, lembra Fernandes.<span id="more-22"></span><br />
Cinco meses depois, o valor das ações saltou para R$ 950 mil e Seu Luiz tirou parte dos<br />
ganhos para comprar um apartamento de 360 metros quadrados, muito maior do que o<br />
anterior.<br />
O restante dos recursos ficou na bolsa e, sempre que podia, aplicava outras economias nas<br />
ações. Hoje, aos 76 anos, o alegre português, ex-dono de uma padaria, orgulha-se em dizer<br />
que ficou milionário com a bolsa. O termo não é exagerado, já que Seu Luiz tem R$ 5,2<br />
milhões aplicados em ações. Só em papéis do Banco do Brasil e da Petrobras, ele tem nada<br />
menos que R$ 4,6 milhões. O restante está em ações da Vale e da Telemar.<br />
&#8220;Se não fosse a bolsa, eu não teria o apartamento e tudo que eu tenho hoje&#8221;, diz o<br />
aposentado, que conversou com o Valor diante do furgão da Bovespa, batizado de<br />
Bovmóvel, na Praia do Embaré, em Santos.<br />
O caso de sucesso de Seu Luiz, que não é raro, mas também não pode ser generalizado, se<br />
mistura com a história de popularização do mercado de capitais, que vem ganhando força<br />
nos últimos anos. Exatamente cinco anos depois, a reportagem do Valor voltou a Santos<br />
para ver o que mudou na reação dos banhistas ao furgão da bolsa, no projeto &#8220;Bovespa vai<br />
à praia&#8221;, uma das várias iniciativas para atrair as pessoas físicas.<br />
Apesar de ainda haver um certo desconhecimento, os progressos são nítidos. Em 2003, a<br />
reportagem do Valor ouviu uma pessoa perguntando aos consultores da Bovespa se a bolsa<br />
que estavam vendendo era de couro e qual o tipo fecho. Outras perguntavam se a Bovespa<br />
era uma empresa do Banespa, se era preciso ter muito dinheiro para aplicar em bolsa ou<br />
quanto teriam de retorno.<br />
Dessa vez, a grande maioria que parava no Bovmóvel para conversar com os profissionais<br />
já tinha alguma noção do assunto ou até investia em ações. É o caso da auxiliar<br />
administrativa Elizangela Vidal Valverde. Ela é uma dessas pessoas que estrearam<br />
recentemente no pregão, mas admite que ainda tem muito o que aprender. Em setembro do<br />
ano passado, Elizangela aplicou num fundo de ações juntamente com amigos do trabalho.<br />
Tomou gosto e, em novembro, entrou no IPO (oferta pública inicial na sigla em inglês) da<br />
BM&amp;F. Só que a jovem, de 29 anos, está preocupada com a turbulência dos mercados e ainda tem dúvidas se o melhor não seria sair da bolsa antes que não tenha mais ganho<br />
algum para tirar da aplicação. &#8220;Todo mundo diz que bolsa é longo prazo, mas quem vendeu<br />
as ações da BM&amp;F no dia da estréia ganhou 22%, enquanto eu amargo uma perda de<br />
13,19%&#8221;, lamenta.<br />
Ao contrário de Elizangela, Seu Luiz não está muito preocupado com os mercados. &#8220;Vim<br />
aqui para conversar um pouquinho com eles (os consultores) e saber o que estão achando<br />
dessa crise dos Estados Unidos&#8221; diz. E se engana quem pensa que ele pensa em tirar o<br />
dinheiro da bolsa. &#8220;Quero saber se as ações vão continuar caindo porque quanto mais cair,<br />
melhor, assim compro a preços menores e maiores são minhas chances de retorno, quando<br />
o mercado se recuperar.&#8221;<br />
Ele não fala da boca para fora. Em todas as últimas grandes crises (da Ásia, Rússia, da<br />
desvalorização do real, da bolha do Nasdaq, da Argentina e do atentado às torres gêmeas<br />
nos EUA), Seu Luiz aproveitou para aumentar a carteira. &#8220;Antes, acessava todos os dias o<br />
computador para ver se tinha ganhado ou perdido em relação ao dia anterior; hoje eu aplico<br />
e só olho no fim do mês, quando chega o extrato do banco&#8221;, afirma o aposentado.<br />
O movimento de popularização da bolsa encontrou terreno fértil com a retomada das<br />
ofertas públicas de ações , a partir de 2004, e com a extensa fase de valorização dos papéis,<br />
com Índice Bovespa subindo durante cinco anos consecutivos. Entre 2003 e 2007, o<br />
indicador se valorizou 466,97%, de longe a melhor aplicação entre as principais opções de<br />
investimento. &#8220;É inegável que tem gente que parou aqui entusiasmada pelas altas, mas que<br />
não tem realmente perfil para um mercado de risco como a bolsa é, e que, portanto, irá sair<br />
no primeiro susto&#8221;, diz Antonio Carlos Nogueira de Sá, da Planner, uma das corretoras que<br />
acompanham os consultores da bolsa nas visitas em outras cidades.<br />
Mas Sá lembra que as perguntas já são bem mais complexas do que há alguns anos. &#8220;Hoje<br />
as pessoas já perguntam sobre opções (direito de comprar ou vender uma ação a um<br />
determinado preço), sobre a diferença de tributação entre comprar ações diretamente ou via<br />
fundos e qual é o código do Darf (Documento de Arrecadação de Receitas Federais) para<br />
recolher o imposto de renda em ações&#8221;, exemplifica Sá.<br />
O período de bonança do mercado nos últimos anos faz brilhar os olhos até de quem se<br />
traumatizou com perdas passadas. Aos 18 anos, o empresário Mário Rodrigues Pinto,<br />
vendeu um apartamento que ganhara do avô para investir no antigo mercado de<br />
&#8220;overnight&#8221;. No entanto, caiu no conto de uma falsa corretora de valores e perdeu tudo.<br />
Hoje, aos 46 anos, Pinto começa a se interessar por bolsa e pensa em aplicar em ações parte<br />
dos recursos que ganhou na venda de sua empresa. &#8220;O mercado é mais sério, controlado,<br />
por isso, só preciso estar preparado para perder dinheiro com as oscilações dos papéis&#8221;, diz<br />
o ex-empresário, que buscava informações sobre home broker (negociação via internet)<br />
com os consultores do Bovmóvel.<br />
O amplo programa de popularização da Bovespa foi responsável pelo ingresso de muitos<br />
investidores no mercado de ações. O ex-operador e hoje promotor de negócios do<br />
Bovmóvel Ricardo Siqueira lembra que, em 2003, em uma visita do furgão à cidade de Jaú,<br />
no interior de São Paulo, um pequeno agricultor que tinha R$ 862 mil numa caderneta de poupança, resolveu diversificar, colocando parte do dinheiro em bolsa. Já na última vez que<br />
a equipe da Bovespa visitou a cidade do Guarujá, no litoral de São Paulo, um ambulante<br />
passou a aplicar R$ 200 por mês em duas ou três ações. &#8220;Algumas pessoas ainda ficam<br />
surpresas de saber que podem aplicar o quanto quiserem em bolsa, muitos ainda têm a visão<br />
de que ações é apenas para ricos, mas, aos poucos, esse engano vai se corrigindo&#8221;, acredita<br />
Siqueira.<br />
Segundo o diretor de marketing da bolsa, Luís Abdal, dentro do projeto &#8220;Bovespa vai até<br />
você&#8221;, que engloba a ida ao litoral, às universidades, aos municípios, às fábricas, o<br />
&#8220;Bovespa vai à praia&#8221; é um dos que mais têm retorno. Entre os 460 mil cadastros, cerca de<br />
120 mil foram feitos nesses cinco anos de visitas ao litoral. Numa pesquisa feita no fim de<br />
2006 com 20 mil dessas pessoas cadastradas, 32% delas já aplicavam em bolsa, um<br />
percentual considerável, lembra Abdal. &#8220;Não sabemos quantas dessas pessoas começaram a<br />
aplicar depois de terem contato com um dos programas do &#8216;Bovespa vai até você&#8217;, mas, sem<br />
dúvida, uma parte foi&#8221;, acredita. Para obter exatamente essa resposta, este ano a bolsa fará<br />
uma nova pesquisa perguntando há quanto tempo essas pessoas aplicam em ações, o que as<br />
levou para a bolsa e de que forma aplicam, via fundos, carteiras próprias, home broker ou<br />
clubes.<br />
Mas, mesmo em menor escala, a iniciativa da Bovespa ainda atrai desavisados. Alguns<br />
banhistas se aproximam do Bovmóvel achando que se trata de um terminal eletrônico de<br />
banco, provavelmente mais pela cor vermelha, do que pela falta de conhecimento do que é<br />
o mercado de ações. Quem sabe no próximo &#8220;Bovespa vai à praia&#8221;, no verão de 2009, as<br />
dúvidas dos banhistas sejam menores e a bolsa não resolva mudar a cor do Bovmóvel?</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.jouleinvest.com.br/blog/2008/09/a-bolsa-na-crista-da-onda/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Tropeço das debutantes</title>
		<link>http://www.jouleinvest.com.br/blog/2008/09/tropeco-das-debutantes/</link>
		<comments>http://www.jouleinvest.com.br/blog/2008/09/tropeco-das-debutantes/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 09 Sep 2008 01:51:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Artigos]]></category>

		<category><![CDATA[IPO]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.jouleinvest.com.br/blog/?p=18</guid>
		<description><![CDATA[Por Angelo Pavini, Danilo Fariello e Luciana Monteiro, de São Paulo
O reconhecimento do risco de recessão nos Estados Unidos atingiu em cheio as ações de
empresas que ingressaram na bolsa em 2007. No ano, até ontem, das 66 que abriram
capital, só sete subiam, e as desvalorizações chegavam perto dos 35%, caso da BM&#38;F.
Somente 15 mantêm preços [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por <strong>Angelo Pavini, Danilo Fariello e Luciana Monteiro</strong>, de São Paulo</p>
<p>O reconhecimento do risco de recessão nos Estados Unidos atingiu em cheio as ações de<br />
empresas que ingressaram na bolsa em 2007. No ano, até ontem, das 66 que abriram<br />
capital, só sete subiam, e as desvalorizações chegavam perto dos 35%, caso da BM&amp;F.<br />
Somente 15 mantêm preços maiores que os do lançamento e apenas 11 ganham do<br />
Ibovespa desde o IPO (oferta pública inicial, na sigla em inglês). Os papéis sofreram<span id="more-18"></span><br />
bastante nas mãos dos estrangeiros, que ficaram, em média, com 70% do total das ofertas.<br />
O forte apetite desapareceu e, agora, com a crise, esses aplicadores venderam as ações a<br />
qualquer preço - sem que isto seja figura de linguagem.<br />
Os papéis de IPO apanharam porque os preços de lançamento foram altos e houve uma<br />
reversão de expectativas no mercado, diz José Costa Gonçalves, diretor da corretora<br />
Indusval Multi Stock. Ele explica que os investidores externos, procurando sair rápido da<br />
bolsa brasileira, colocam volumes altos de ações à venda. &#8220;Isso derruba com mais força os<br />
preços das novatas, por conta da menor liquidez.&#8221;<br />
&#8220;Nessas horas, não importa a empresa com melhores perspectivas, com balanço mais<br />
bonito, bons dividendos, eles vendem pelo preço que for&#8221;, completa Costa. Para Marco<br />
Melo, chefe de análise da corretora Ágora, a desvalorização maior das novatas na bolsa tem<br />
boas justificativas, mas nenhuma relacionada aos fundamentos das empresas. A retração<br />
dos estrangeiros fez com que, ontem, Copasa e Norse Energy publicassem anúncios de<br />
interrupção de suas ofertas públicas, alegando dificuldades de mercado.<br />
Com as perdas nos mercados desenvolvidos, os estrangeiros têm de recompor suas carteiras<br />
lá fora e, então, vendem as novatas daqui, que foram compras mais oportunistas, diz<br />
Rodrigo Pasin, sócio da Value Consultoria, empresa de fusões e aquisições e aberturas de<br />
capital. Ele lembra, ainda, que quem foi a mercado no ano passado tem histórico menor de<br />
resultados que as &#8220;blue chips&#8221; (ações mais negociadas). Melo, da Ágora, explica que, por<br />
não terem histórico longo, não dá para saber como elas se comportam nesses momentos, o<br />
que afasta ainda mais o investidor na crise. &#8220;Não sabemos quais são mais defensivas ou<br />
agressivas.&#8221;<br />
Essa queda recente das novatas pode ser uma oportunidade para quem não entrou nos IPOs<br />
comprar bons papéis, afirma Eduardo Kondo, analista chefe da Concórdia Corretora. &#8220;Dá<br />
para garimpar ações de terceira linha de IPOs que saíram com múltiplos muito altos e, com<br />
essa baixa, se ajustaram ao indicador Preço/Lucro (P/L) do mercado, perto de 12 vezes&#8221;,<br />
diz. O indicador dá uma idéia em anos do retorno do investimento. Alguns IPOs chegaram<br />
a sair com P/Ls de mais de 50 vezes. Para Costa, da Indusval, pode ser um momento para<br />
compras cuidadosas daquele aplicador que tem perspectiva de mais longo prazo. &#8220;O<br />
mercado é irracional no curto prazo, mas não é bobo, as empresas tendem a voltar a valer<br />
segundo os fundamentos.&#8221; Para ele, a palavra-de-ordem é sangue-frio.<br />
Uma das poucas empresas novas com bom desempenho recente é a SLC Agrícola,<br />
produtora de algodão, soja e milho, e que estreou no pregão em junho. Laurence Gomes,<br />
diretor financeiro e de Relações com Investidores, explica que há uma forte demanda por<br />
algodão e grãos. Além disso, nos EUA, há uma pressão para aumento na área de milho<br />
plantada por causa do etanol, o que leva à queda das áreas de soja e algodão e beneficia a<br />
SLC. &#8220;Muitos fundos estrangeiros estão comprando a ação como forma de investir em<br />
terras no Brasil.&#8221;<br />
O momento favorável às commodities agrícolas também beneficia a ação da São Martinho,<br />
uma das maiores produtoras de açúcar e álcool do país, diz Felipe Vicchiato, gerente de RI<br />
da companhia. &#8220;A empresa ainda tem o projeto de inaugurar uma fábrica em maio, o que<br />
atrais os investidores.&#8221;<br />
Mas, no caso do Frigorífico Minerva, fatores setoriais ajudaram a azedar o humor dos<br />
investidores e levar o papel a cair 53% desde o lançamento, explica o diretor de RI, Ronald<br />
Aitken. O preço do boi subiu com a seca do ano passado, o dólar caiu e isso afetou a receita<br />
da empresa. Além disso, o investidor comparou-a aos concorrentes, que foram muito ativos<br />
em aquisições em 2007. &#8220;Optamos por esperar e agora que os preços recuaram estamos<br />
analisando algumas aquisições no Brasil e no exterior&#8221;, diz. O diretor diz que está em<br />
contato constante com os grandes investidores e disse que a empresa estuda uma recompra<br />
de ações.<br />
Novatas mais antigas também sofreram. A Profarma, que foi à bolsa em 2006, dispensa<br />
qualquer atitude para conter a oscilação de seu papel, que cai 13,57% no ano. &#8220;Nem<br />
recompra, nem formador de mercado, nem nada poderia segurar essa volatilidade no<br />
momento&#8221;, diz Sammy Birmarcker, sócio e presidente da empresa. &#8220;Os investidores querem<br />
liquidez.&#8221;<br />
A forte queda das novatas coloca em discussão o argumento dos organizadores de ofertas<br />
públicas para limitar a participação de pessoas físicas: que elas não seriam investidores de<br />
longo prazo, ao contrário dos estrangeiros, diz Alexandre Póvoa, diretor da Modal Asset<br />
Management. &#8220;Os estrangeiros venderam muito no segundo semestre e estão vendendo<br />
ainda.&#8221;<br />
Para Póvoa, o mercado vai continuar volátil até se ajustar em um novo nível de preços, que<br />
reflita o risco de recessão nos EUA. Costa, da Indusval, também prevê forte oscilação em<br />
prazo de até 6 meses.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.jouleinvest.com.br/blog/2008/09/tropeco-das-debutantes/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
	</channel>
</rss>
